A Justiça Federal na Bahia bloqueou os bens de José Lopes dos Anjos,
ex-prefeito de Novo Horizonte, na região da Chapada Diamantina, a pedido do
Ministério Público Federal (MPF). Além dele, serão bloqueados os bens do atual
controlador-geral do município, Luciano Souza Santos, o ex-pregoeiro Josenar
Matos Vieira e os ex-integrantes da equipe de apoio de licitação José Anfilófio
de Menezes, Sidnei Monteiro Alves e Gilmar Lopes de Souza. Os réus
respondem a ações de improbidade administrativa, por fraude em licitações para
compra de materiais de construção, em 2010, e de alimentos para a merenda
escolar, em 2011, com recursos federais. Os empresários envolvidos nas
irregularidades também são réus nos processos e sofreram bloqueio de bens. O
MPF identificou falhas na publicidade do edital de licitação, ausência de
cotação prévia de preços e indícios de divisão de lotes entre os
licitantes. Outra irregularidade encontrada foi a falta de documentos que
comprovassem a retirada do edital na prefeitura por parte dos interessados
nas concorrências, o que confirma as suspeitas de que as licitações foram
simuladas. A Justiça bloqueou R$ 288 mil do ex-prefeito, e dos servidores
Santos, Vieira, Menezes e Alves. Já dos empresários Cornélio José Lopes e
Douglas Lopes das Costas, em R$ 133 mil e R$ 154 mil, respectivamente. Os
servidores públicos Menezes, Souza, Alves e Santos tiveram os bens
bloqueados até o valor de R$ 167.695,50, para cada um. Também foram processados
e tiveram bens bloqueados a empresa Cruz e Rocha e seu administrador Luzimar
Porto Ribeiro, no valor de R$104.157,50; o empresário José Roberto
Oliveira Batista, representante da Padaria Oliveira, no valor de R$25.000,00 e
Eliomar Rodrigues Rosa, representante da empresa ES dos Santos, no valor de R$38.538,00.
Em todas as ações, o MPF requereu a condenação dos agentes públicos e dos
particulares às penas de ressarcimento ao erário, pagamento de multa civil,
suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar ou receber benefícios
fiscais ou creditícios do Poder Público de qualquer esfera. Os pedidos serão
analisados pela Justiça Federal. Em ambos os casos, os envolvidos também
foram processados criminalmente.
Fonte: Bahia Noticias
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